terça-feira, 1 de setembro de 2009

Semana Elpídio dos Santos 2009 - Comemorando o centenário do nascimento de Elpídio


Nessa Quinta-Feira Patrícia , Clara & Tucci se apresentam na programação da Semana Elpídio dos Santos, nesse ano comemorando nada mais nada menos que o centenário do mais influente compositor Luizense. Patrícia Guimarães, Clara Andrade & Daniel Tucci participarão interpretando duas canções de Elpídio, "Bobão", e "Cai Sereno" em uma noite muito especial no Centro da Cultura Caipira que vai contar ainda com diversos musicos de São Luiz do Paraitinga, ilustrando com canções do compositar a sua biografia. Com início às 20 horas, imperdível!!!


A BANDA DA BANDA DE LÁ (Por Luiz Egypto de Cerqueira)

Benedito Alves era maestro da Banda de Santa Cecília, em São Luiz do Paraitinga, no início do século passado. As velhas fotografias não enganam: na cidade havia pianos de cauda, ouvia-se música nas ruas e os saraus invadiam a noite escura dos lampiões e candeeiros.
Na casa de Benedito, o Mestre Dito, e de dona Ditinha, dois beneditos caipiras, Elpídio dos Santos nasceu em meio ao entra-e-sai dos ensaios da banda. Sim, a Banda de Santa Cecília ensaiava na casa deles. A data é 14 de janeiro de 1909: início de uma infância educada nos segredos do andamento, no gosto pelas harmonias, ritmos e melodias.
Aos 21 anos Elpídio compôs a primeira canção, letra e música, “Desengano” era o nome. Curioso: começou com desilusão e desesperança, as piores acepções de desengano, e percorreu a vida num crescendo de encantamentos musicais e de poesia não cosmopolita, caligrafada em letra redonda e alinhada. Foi o que fez até 1970, quando morreu o homem e ficou a fama. E a obra.
Foi apontador de jogo do bicho, funcionário de cartório e finalmente bancário. Elegeu o violão como instrumento preferido, mas não fazia feio com outras cordas e sopros. Arranhava o piano. Era um excelente professor. Galante e boêmio, embora não gostasse de álcool. Tinha a estranha mania de não beber nada que viesse em garrafas. Casou-se com Cinira. Sobre ela, disse e repito: “Foi e mulher de vida de Elpídio dos Santos, compositor multifacetado e músico fino. O mestre compôs sambas, toadas, foxes, guarânias; escreveu dobrados para bandas, arranjos para coros de igreja e músicas para filmes de Amácio Mazzaropi. Elpídio dos Santos fez de tudo um pouco, inclusive esculturas e telas, além de letras e músicas. Faria muito pouco sem Cinira.”

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